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O bosque da noite
No hall, me perco
Olho o lugar, canto que perde o encanto de ser.
"Olha a estrela", diz o menino (cheio de espanto) que acabou de nascer...
Vai consciencia pelo arco-iris do escuro
Ande sem rumo sem acordar, morrer.
***
O dia da luz do sol desde pequeno o entristeceu.
O pranto e por de repente, assim, ser tao bonito
E ter que viver, por que acaba, de luto.
Entao, feliz e lhe ver dormir.
Escrito por Caio Salay às 04h29
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Producao australiana...
Quer lembrar, me leia
Quer sorrir, relembre
Quer sentir a falta, no meu querto entre e na memoria meus olhos veja
E se involuntaria e a saudade e dor tua, por nossa ligacao,
intenso e o pranto meu.
Escrito por Caio Salay às 20h44
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E no entusiasmo do abraco, maos e bracos se tocaram, ambos ficaram sem graca
E com um desequilibrio (proposital) "sem-querer", os rostos se encontraram em atrito.
O olhar de canto traduz o encanto de quem se quer, mas so fica olhando.
Nada se viu a partir dai.
Nao se viu nada pois o olhar de perto, muito perto, da distancia de um beijo (apenas exemplifico), se ve tudo nublado, embacado. Logo fecham os olhos para do rosto nao se estar afastado.
E o ato e consumado.
Simples, bobo assim.
Quem dera ser o bobo,
na casca do ovo,
Num mundo de sonhar, rezar para no ter fim.
(myself...)
Escrito por Caio Salay às 00h14
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caiosalay@uol.com.br
AOS POUCOS QUE ENTRAM NO MEU BLOG E QUEREM SABER DE MINHA VIDA, MANDEM E-MAIL, POIS NAO TENHO O E-MAIL DE NINGUEM.... SORRY....
Escrito por Caio Salay às 20h16
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Crescendo sem parar...
Reformulation, rearrange the game you're in Let us start from the begin With confidence you'll win That's the reason you were born 'Cause Jesus Christ, man, won't be coming Back no more He set up his proper laws And you know well that he did just what He should have done As I was growing and my hair was getting longer I was feeling so much stronger I could carry my guitar, and I knew That I could sing!! But hey, how could I know? The wind would blow with the rain Hey, how could I see What would they make out of me? When I was little, used to dream I was a king Now they taught me how to sing Think I've got most everything I could ever ask for You've got your pencil, your guitar, Your amplifier Searching for the lousy liars You will set this world on fire Like Nero did to Rome!! Yeah! But hey, how could I know My eyes could see in the dark? Hey, don't press on me I'm not to blame can't you see? It's been so long now Since the latest "red" has gone Who knows you'll be the next To go down in history... ("how could I know", Raul Seixas)
Escrito por Caio Salay às 03h55
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sem perder tempo, jamais (made in canguru's land)
Dizer a quem se faz o ato.
Falar, escrever, seila.
"Eu te amo", simples desse jeito.
A vida e efemera demais para tais orgulhos e pudores.
Escrito por Caio Salay às 03h44
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Estou indo...
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Tomara! Tomara que você volte depressa que você não se despeça nunca mais do meu carinho E volte, se arrependa e pense muito que é melhor se sofrer junto que viver feliz sozinho
Tomara que a tristeza te convença que a saudade não compensa e que a ausência não dá pé
Que o verdadeiro amor de quem se ama tece a mesma antiga trama e não se desfaz Que a coisa mais bonita desse mundo é viver cada segundo como nunca mais.
| (Vinicius de Moraes) |
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Escrito por Caio Salay às 21h41
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O Sono das Águas
(Guimarães Rosa)
Há uma hora certa, no meio da noite, uma hora morta, em que a água dorme. Todas as águas dormem: no rio, na lagoa, no açude, no brejão, nos olhos d’água, nos grotões fundos. E quem ficar acordado, na barranca, a noite inteira, há de ouvir a cachoeira parar a queda e o choro, que a água foi dormir... Águas claras, barrentas, sonolentas, todas vão cochilar. Dormem gotas, caudais, seivas das plantas, fios brancos, torrentes. O orvalho sonha nas placas da folhagem. E adormece até a água fervida, nos copos de cabeceira dos agonizantes... Mas nem todas dormem, nessa hora de torpor líquido e inocente. Muitos hão de estar vigiando, e chorando, a noite toda, porque a água dos olhos nunca tem sono...
Escrito por Caio Salay às 23h38
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C_
Peço perdão 'a árvore que machuquei um dia.
Aquele dia.
Dia em que vociferava a chuva
E ainda assim, um dia de sol (tolo eu que não vi as nuvens)
Cravei nela meu sincero coração.
Desculpe-me pelo pedaço onde lhe empunhei o canivete
Tornando sua casca podre,
E as visitas a minha obra insana.
Destruí meu amor
Meu único real amor
Sempre a ouvir pranto e dor.
Ao lhe machucar, minha querida,
Era eu quem se feria
Perdão mais uma vez,
Jamais imaginei que aquela letra um dia se apagaria
(Caio Salay-20/10/04)
Escrito por Caio Salay às 19h33
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O famoso quadro da casa do vô Lino
Este quadro é do pintor Bastiglias, pintado na década de sessenta, e quem deu a idéia da gravura foi meu avô. Sem comentários, do caralho.
Escrito por Caio Salay às 11h45
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Perdido na vida...

Escrito por Caio Salay às 22h14
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Ando fora daqui ultimamente, junto a este garotinho, por exemplo, apenas contemplando:
"Há uma rosa, e creio que ela me cativou" (O Pequeno Príncipe). Tem tudo a ver com a poesia que escrevi logo a seguir, aproveitem...
"Iniciação à poesia"
Como se atingido por um raio,
Singelamente me desperta um devaneio
Não é fácil, pacífico, pois nasceu de um sentimento
Muito menos assustador :
Ir à Lua.
Conquistá-la num piscar de olhos
Aassim como me cativou.
"-Mas não sou o único a contemplá-la", lembro eu
"-Não sou original", pranteio
Ah... Voar...
A nave: um beijo;
O destino: o olhar, seu olhar de Lua sempre a velar o que é efêmero
Seu olhar que poder tem de iluminar a noite escura,
Enriquecer o brilho do sol,
Aquecer o mais frio dos corações
Teu olhar de lua...
E então junto a ti chego,
E comigo uma frustração:
A incerteza de que me deixarás viver em teu esplendor,
Ou virará as costas para o Sol à me deixar na escuridão.
No silêncio procuro a resposta.
A conclusão, pasmo:
"-Que seja em teu brilho por tudo quanto mais belo for
E se a mim couber ficar na penumbra tua
Agradecerei, pois virei poeta!"
(de Caio Salay, em uma noite inspirada)
Escrito por Caio Salay às 21h43
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Um dos melhores de Olavo Bilac (para os que tem paciência para ler tudo o que eu coloco aqui)
Ora (direis) Ouvir Estrelas!
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"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto A via láctea, como um pátio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido Tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido Capaz de ouvir e de entender estrelas." |
Escrito por Caio Salay às 17h51
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"A tentação de Santo Antônio"-1946 Dalí...

Infelizmente esse eu não vi ao vivo...
Eu tenho verdadeira adoração pelos elefantes com pernas longas do Dalí.
Escrito por Caio Salay às 22h16
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Ouro de tolo
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Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego Sou um dito cidadão respeitável E ganho quatro mil cruzeiros Por mês
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Eu devia agradecer ao Senhor Por ter tido sucesso na vida como artista
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Eu devia estar feliz Porque consegui comprar um Corcel 73 Eu devia estar alegre e satisfeito Por morar em Ipanema Depois de ter passado fome por dois anos Aqui na Cidade Maravilhosa Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso Por ter finalmente vencido na vida Mas eu acho isso uma grande piada E um tanto quanto perigosa Eu devia estar contente Por ter conseguido tudo o que eu quis Mas confesso abestalhado Que eu estou decepcionado Porque foi tão fácil conseguir E agora eu me pergunto: E daí? Eu tenho uma porção de coisas grandes Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado
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Eu devia estar feliz pelo Senhor Ter me concedido o domingo Pra ir com a família ao Jardim Zoológico Dar pipoca aos macacos Ah! Mas que sujeito chato sou eu Que não acha nada engraçado Macaco praia, carro, jornal, tobogã Eu acho tudo isso um saco É você olhar no espelho Se sentir um grandessíssimo idiota Saber que é humano, ridículo, limitado Que só usa dez por cento de sua abeça animal E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial Que está constribuindo com sua parte Para nosso belo quadro social Eu que não me sento No trono de um apartamento Com a boca escancarda cheia de dentes Esperando a morte chegar Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
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No cume calmo do meu olho que vê Assenta a sombra sonora de um disco voador
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Olha a braba do matusalém....
Escrito por Caio Salay às 21h45
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